Da minha infância


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A Feira Popular. Os póneis, o carrossel da lagarta, a roda gigante e o medo de outros tantos. Os caracóis e a fotografia da praxe geralmente com um ar entediante. Acho que era do fotógrafo, daqueles que andavam a impingir a foto, tal como faziam os senhores à porta dos restaurantes, quase a puxarem-nos lá para dentro à força.

"Um bocadinho, por favor."


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Vá-se lá saber porquê escolhi fazer tudo certinho (ai esta mania parva...). Acabar os estudos e começar a trabalhar logo de seguida. Vá-se lá saber também porquê não tenho férias este ano. O mínimo que posso pedir é que tenham um bocadinho de compreensão comigo. Tenho algumas responsabilidades e horários a cumprir, ao contrário de quem tem como única preocupação escolher a melhor hora para sair da cama, mas só com o target entre as 12h e as 15h.

Pontos fracos


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Homens a chorar. Derrete-me completamente o coração e acho a coisa mais cutxi-cutxi.

Não vale a pena


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Desde sempre que tenho grandes dificuldades em calar-me perante aquilo que acho errado (sim, refilice pura. Teimosia? Também!). Numa fase inicial fazia-o apenas em casa quando a minha mãe se lembrava de estar horas a falar no mesmo assunto (como quase todas as mães fazem, eu acho). Nunca tive aquela postura do "deixa falar", sempre achei que tinha de ter a última palavra. Daí que uma discussão, que poderia demorar uma hora em que apenas eu ouvia, acabava por demorar eternidades, porque eu arrastava um bocadinho mais, ripostava daqui e dali, dizia que não era bem assim, blá blá blá.

Mais tarde, alargou para o campo "escola". Pois se, inicialmente, para além das boas notas, era muito elogiada pelo meu excelente comportamento (corava imenso ou ficava com os olhos cheios de lágrimas sempre que me repreendiam), passei também a responder sempre que achava que não estavam a ser correctos comigo. Claro que nunca ultrapassando o limite da má-educação. Tenho a convicção que, acima de tudo, deixei foi de ser parva (apenas no que toca a este assunto).

Mais recentemente, as reclamações em restaurantes ou supermercados, sempre que não sou bem atendida, e no trabalho. Aqui gosto que me demonstrem por a+b que eu não estou certa pois, ao contrário do que possa parecer também sei dar razão aos outros. É também a crença do ver para crer.

Tudo isto para concluir que acho que vale sempre a pena falar. Falar se achamos que estamos a ser injustiçados, falar se consideramos que o nosso trabalho ou esforço está a ser menosprezado, falar se achamos que não estão a ser correctos connosco. Mesmo que não venha a mudar nada. Mesmo que isso não impeça um despedimento ou futuros puxões de orelhas. Claro, nunca perdendo a razão, o que nem sempre é fácil.

É o mesmo que participar num debate sobre o casamento homossexual (apenas um exemplo). A nossa opinião vai mudar alguma coisa? Não! Se vamos deixar de responder aos intervenientes no debate? Eu não deixaria! Se ali estou é para dar a minha opinião, right? Ainda um exemplo mais extremista: ao dar um pacote de massa para o Banco Alimentar, suponho que ninguém tem a pretensão de erradicar a fome no mundo, mas temos a convicção de que vai aconchegar o estômago a alguém. Funciona, mais ou menos, da mesma forma. Fazemo-nos notar, fazemos ouvir a nossa opinião, mesmo que isso não venha a resolver o problema.

Sabes que estás a ficar velha quando...


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...te deparas com o portátil de uma miúda de 14 anos cheio, repleto, a abarrotar, de fotografias de um moço loiro (que mais parece uma moça) que nunca viste mais gordo. Questionas quem é a criatura e dizem-te que é um tal de Sterling Knight.

- Quem?!
- O Sterling Knight! Não conheces?! (A olhar para mim como se fosse um alien)
- Nããão. O que é que ele faz?
- É do Strastruck! (Ahhh! Muito mais esclarecida.)
- Então mas... não achas que parece uma menina?
- Não digas isso do meu amor, do meu menino lindo!

Mais tarde...
- E este? Quem é este?
- É o Justin Bieber! (Novamente, aquele olhar de dah)
- Está bem, então.

Eu acho que já na minha pré-adolescência tinha crushes por famosos facilmente identificáveis como homens. Mas isto sou eu.

Constatação do dia


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Ando com as sortes trocadas.

A ti


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Parabéns, meu amor maior!